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  • Foto do escritorDaluco

Massey Ferguson MF 50 1961

Atualizado: 7 de jun.





Massey-Ferguson 50, o MF-50

- Para relatar a história desse trator coloco abaixo o artigo retirado do site da Massey-Ferguson que foi escrito na edição Nº 73 de Campo Aberto e adaptado do roteiro do vídeo “Quinhentos mil tratores” escrito pelos jornalistas Ruiz Renato Faillace e César Romagna, da Videomakers, e transmitido para todo o Brasil no dia 8 de julho pelo Canal Rural.






"Um trator conta a história da agricultura brasileira"


"A história que vou contar não pode ser lida em livros. Dizem que a nossa história é recente. Dizem também que a história da agricultura brasileira foi escrita em cima de um Massey. Mas nunca foi contada por um deles... pelo menos até agora.


Nasci em 1961, em Taboão da Serra, São Paulo, com 36 cavalos de potência. Fui batizado com o nome de MF 50, em homenagem ao slogan do Presidente Juscelino Kubitschek, cinqüenta anos de progresso em cinco de governo. Acho que é por isso que eu tenho o espírito de Brasil. Um espírito de conquista e desbravamento.


E assim sou conhecido desde então, como o cinqüentinha. Fui o primeiro trator genuinamente brasileiro. Herdei de meus primos Massey Harris, o Ferguinho 35, o revolucionário sistema Ferguson de levante. Mas não foi só isso que me fez popular. Sou altamente confiável, tenho um ótimo desempenho, gasto muito pouco e sou muito simples de operar.


Acompanhei famílias que apostaram tudo nas novas terras do Centro-Oeste. Desbravadores que iniciavam a saga... a busca de novas terras de novas fronteiras agrícolas. O Brasil era tão diferente. Eram 70 milhões de habitantes, 38 milhões deles vivendo no campo. A produção de grãos não passava das vinte milhões de toneladas. Como o Brasil mudou em tão pouco tempo.


Com o passar dos anos, outros irmãos foram nascendo: o 50x, o 65, o 95 já com 92 cavalos de potência. Aos poucos, mostrando serviço e sem negar trabalho, conquistei o homem do campo. A tecnologia que carrego se aplica a todos os rincões desse País e a todas as fazendas.



Em 1968, a Massey inaugurou o primeiro centro de treinamento para ensinar os operadores a me tratar como eu merecia. Como regular o implemento, fazer a minha manutenção, enfim, como me tratar e cuidar melhor. De 1969 a 1974, nunca se fabricou tanto trator nesse País. A produção passou de cinco mil para 29 mil unidades ao ano. Um recorde até hoje não superado.


Em 1976 meus pais resolveram mudar o meu jeitão. Fui promovido a Série 200. Agora com um motor Perkins, 4 cilindros; 8 marchas à frente e 4 à ré, uma revolução para a época. Metade de todos os tratores que estão no campo são iguais a mim.


Tenho 75 cavalos de potência e, por mais que o tempo passe, nada me substitui. Força, resistência e durabilidade são as marcas da minha história. Foi nesse tempo que a rede Massey Ferguson se consolidou. Acompanhou o pessoal que ia desbravar as fronteiras do País. Hoje, temos o maior número de concessionárias espalhadas por esse Brasil.



Vieram os anos 80. Chegaram a chamar de a década perdida. Nós do campo íamos fazendo a nossa parte. Era 1981. A fábrica de tratores veio para Canoas, no Rio Grande do Sul, onde até hoje todos nós nascemos. Em 1986, nossos motores começaram a sair turbinados. Essa tecnologia aumentou muito a nossa potência, sem gastar mais combustível.


Por mim e por outros da minha família, se conta a história da agricultura. Saímos da tração animal para a mecanização. Da subsistência para uma economia de escala. Mas tudo isso não teria sentido se não fosse para melhorar a vida de você, produtor rural. Agora, somos 500 mil tratores nascidos aqui."


A MINIATURA


Encontrei esse MF 50 na excelente coleção da Universal Hobbies, esse é o original inglês de 1958 que foi adaptado para ser nacionalizado no Brasil em 1961. Ele já era importado para cá e recebeu algumas modificações estéticas como a grade frontal e as rodas traseiras, nasceu com o cano de descarga baixo mas logo foi incorporado um novo lateral e mais alto, também não tinha faróis no início.










A mini seria facilmente adaptável ao modelo brasileiro e pode ser que o faça futuramente, mas como quero ele mais para compor o fundo de algum diorama que eu vá fotografar e achei ele tão bonito da forma como me chegou que pretendo deixá-lo assim por mais um tempo.

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